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História

Uma torre e uma cisterna constituem hoje os únicos vestígios materiais do antigo castelo de Miranda do Corvo, estrutura militar que, pela sua posição estratégica junto a importantes vias de comunicação, desempenhou um papel particularmente relevante na defesa da linha do Mondego e da cidade de Coimbra entre os séculos XI e XII.

Embora a sua origem seja ainda alvo de discussão, sabe-se, todavia, que já aí existiria uma torre em 998, certamente engrandecida nos anos seguintes, sobretudo a partir de 1064 quando se dá a conquista definitiva de Coimbra. Nessa altura, de facto, D. Sesnando Davides, governador de todo o vasto território a sul do Douro, inicia um conjunto de importantes reformas nos castelos que envolvem e protegem a cidade de Coimbra. O que é já um dado seguro é o violento ataque que os exércitos almorávidas infligem a este território nos anos de 1116 e 1117. O castelo de Miranda do Corvo, foi cercado e conquistado pelo inimigo, sendo muitos dos seus habitantes mortos, enquanto outros eram feitos prisioneiros.

De novo sob domínio cristão, em 1136, Miranda do Corvo recebe de D. Afonso Henriques uma carta de foral com o objetivo de promover o povoamento na região. Tudo indica que o monarca tenha promovido a reconstrução da estrutura militar existente.

A partir dos finais da Idade Média, progressivamente abandonado e arruinado, o castelo transformou-se em torno de 1700 em pedreira, sendo amplamente aproveitado pela população para a construção das suas casas e para a edificação da Igreja. Esta prática seria punida por posturas municipais, não por questões de preservação patrimonial mas para assegurar o provimento de bons silhares de pedra para as obras de reconstrução da ponte do Corvo, no início do século XIX.


Caraterização

Do castelo outrora existente resta hoje uma torre secundária, parcialmente reconstruída e transformada em torre sineira, bem como uma cisterna. Crê-se que com a reconstrução de 1136, uma primeira fortificação mais elementar terá dado lugar a uma estrutura suficientemente espaçosa para albergar uma pequena guarnição militar, dotada de muralhas de alvenaria e torres a marcar os ângulos do perímetro. Se, isolada no meio do castelo, existira uma torre de menagem, característica do castelo românico, é algo que não sabemos ainda com toda a certeza. Apesar disso, os trabalhos arqueológicos desenvolvidos desde junho de 2011 permitiram a identificação das bases de fundação de uma estrutura junto à cisterna.

Curiosamente, estes trabalhos trouxeram novos e importantes dados acerca da utilização do morro do Caramito, onde se erguia o castelo: um conjunto de mais de 30 sepulturas antropomórficas escavadas na rocha, revela que este espaço foi usado como necrópole pelo menos desde há 900 anos.


Classificação

Estrutura de interesse turístico e cultural, sem classificação.


Acesso

Situado num morro junto ao centro da vila de Mirando do Corvo.
Alto do Calvário
Latitude: 40° 5'33.75"N/ Longitude: 8°20'6.07"W


Informações Úteis

- A torre apenas é visitável mediante marcação no Posto do Turismo de Miranda do Corvo, sujeita a confirmação.


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