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História

De origem muçulmana, Montmayur é descrita na documentação do século X como uma poderosa fortaleza.

A sua posição estratégica tornou-a particularmente cobiçada quer pelas forças cristãs, quer pelas muçulmanas, o que explica os inúmeros combates aí travados no âmbito da Reconquista bem como a rapidez com que mudava de mãos. Só a partir de 1064, com a conquista definitiva de Coimbra pelas tropas de Fernando Magno [1016-1065], rei de Leão, a situação viria a estabilizar ainda que em 1116-1117 voltasse a ser atacada pelas hostes muçulmanas.

Em 1071 D. Afonso VI entregava Montemor-o-Velho a D. Sesnando Davides para que este povoasse a região atraindo clérigos e leigos que edificassem igrejas, casas, hortas e vinhas. Datará desta época uma remodelação profunda da fortaleza existente tornando-a uma peça fundamental na linha de castelos que, de forma articulada, asseguravam a defesa de Coimbra. No caso de Montemor-o-Velho, cumpria-lhe sobretudo defender a região do Mondego de eventuais incursões inimigas vindas por mar.

O desenvolvimento da vila é assegurado nos anos seguintes por documentos que estabelecem os direitos e deveres dos povoadores: uma primeira carta de povoação é outorgada por D. Raimundo, em 1095; a carta de foral é dada, em 1212, pela infanta D. Teresa filha de D. Sancho I e senhora da vila.

Em Montemor-o-Velho não encontramos apenas um castelo destinado a albergar uma pequena guarnição militar mas uma vasta muralha em cujo interior terá residido grande parte da população, pelo menos enquanto as investidas muçulmanas foram uma ameaça. Claro que o que podemos ver hoje é fruto de uma longa evolução e de um conjunto de melhoramentos realizados no decorrer do tempo. Assim, na passagem do século XII para o XIII ergue-se a torre de menagem e o alambor; no séc. XIV aumenta-se o perímetro da muralha e ergue-se a vasta barbacã por forma a dificultar a aproximação do inimigo sobretudo o encosto de escadas e torres de assalto. Aliás com o mesmo intuito de assegurar a integridade do castelo, o rei, D, Fernando, manda destruir as casas que do lado de fora se encostavam às muralhas, uma vez que facilitavam a escalada ao inimigo. Do século XV data o cercado norte para servir de refúgio às populações de localidades vizinhas e, por último, do século XVI é a Igreja de Santa Maria da Alcáçova, reerguida pelo Bispo de Coimbra.


Caraterização

Planta irregular aproximadamente ovalada, formada pela junção do castelejo original, onde se implantou a torre de menagem por forma a proteger a entrada principal, com um amplo recinto muralhado. Ao longo da muralha erguem-se várias torres, umas quadrangulares e de grande porte, outras menores e de perfil semicircular. Completam o conjunto uma extensa barbacã envolvente e o chamado cercado norte. No interior da cerca conservam-se ainda os paços e a igreja de Santa Maria da Alcáçova, fundada no tempo de D. Sesnando, mas profundamente reformulada no reinado de D. Manuel, no século XVI.


Classificação

MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136 de 23 junho 1910


Acesso

Rua de Coimbra, Vila de Montemor-o-Velho
Coordenadas: 40.17521726675916 N, -8.683919906616211 O

Informações Úteis

- Horário de Inverno (de 29 de outubro até 26 março) – 9h:30m – 17h:30m
- Horário de verão (de 27 de março a 28 de outubro) – 10h:00m – 18h:30m


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