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História

Equacionando-se uma origem anterior, os testemunhos materiais mais antigos do Castelo de Penela datam do século XI. A reconquista definitiva de Coimbra, em 1064, conferiu a esta fortificação um papel decisivo na linha defensiva da cidade condal, pela sua posição estratégica na estrada que ligava o Baixo-Mondego a Pombal e Santarém, o que tornava Penela num ponto de passagem obrigatório dos exércitos muçulmanos.

No testamento que fez redigir em 1087, D. Sesnando, governador de Coimbra e senhor de toda a região, declarava ter povoado Penela. E, efetivamente, o troço mais antigo do castelo — uma pequena cerca erguida no topo do mais alto afloramento rochoso — parece datar da época sesnandina. Por conseguinte, em torno das décadas de 70 a 80 do século XI, o Castelo de Penela constituia já um castelo autónomo e de difícil acesso. Da comunidade que nele se estabeleceu restam ainda, na subida para este castelejo, três sepulturas antropomórficas, e na parte extra-muralhas restos de habitações rupestres desses primeiros povoadores.

É ao reinado de D. Afonso Henriques, que em 1131 transfere a sua corte para Coimbra, que se deve atribuir a campanha de obras seguinte, com destaque para a ampliação do castelo e a transformação do castelejo em torre de menagem. A importância crescente da vila é comprovada pela atribuição da carta de Foral, em 1137, e pela edificação do Castelo do Germanelo, em 1142, para coadjuvar Penela na defesa da região. O Castelo de Penela que chegou aos nossos dias é uma estrutura onde diversas épocas se sobrepõem: sesnandina, românica e, no seu aparato geral, gótica. Neste último período é criado um amplo circuito de muralhas onde se rasgam três portas: a da Vila (poente), a da Traição (noroeste) e a porta do Relógio (danificada com o terramoto de 1755 e depois demolida).

Em 1408, Penela é doada por D. João I ao seu filho, o Infante D. Pedro. A ele se deve a renovação da Igreja de São Miguel, bem como a construção de um Paço no interior do castelo, hoje totalmente desaparecido.

O castelo chegou ao século XX num estado próximo da ruína. A intervenção realizada pela Direção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais, na década de 1940, conferiu-lhe a sua configuração atual.


Caraterização

Planta poligonal muito irregular, moldando-se às características do terreno. Os panos de muralha virados a oeste são mais elevados e fortes do que os virados a nascente uma vez que estes usam a escarpa para se alçarem. É exatamente neste ponto, o mais alto e escarpado de toda colina, que se ergue o castelejo sesnandino, transformado em torre de menagem no reinado de D. Afonso Henriques e bem mais tarde dotado de troneiras ou seja, aberturas para disparo de armas de fogo. As muralhas, ameadas, são flanqueadas por várias torres, umas semicirculares, ouras poligonais. O acesso fazia-se por duas portas: a da Vila, principal e localizada a sudoeste e a da Traição ou dos Campos, a nordeste, rasgada numa torre e formando uma curva ou cotovelo, mecanismo herdado do mundo islâmico e que dificultava a entrada de rompante das tropas inimigas.


Classificação

MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136, de 23 junho 1910 / ZEP, Portaria, DG, 2.ª série, n.º 208 de 05 setembro 1958


Acesso

Rua do Castelo, Rua da Filarmónica Penelense, Câmara Municipal
Coordenadas: 40.03018992946208 N, -8.390266299247741 O


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