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 Início | O Legado | Castelos | Paço da Ega

História

Acredita-se que o local de implementação do Paço terá sido palco de construção de algumas estruturas de caracter militar no decorrer do domínio islâmico, seguramente do século X em diante, eventualmente anteriores, como os vestígios omíadas levam a crer.

A reconquista de Coimbra em 1064 e a reorganização que o território sofreu com D. Sesnando terá protagonizado a integração de Ega na Linha Defensiva do Mondego, facto coadjuvado pelos relatos das investidas almorávidas, com destaque para a que em 1116 fustiga Soure e Ega.

Em 1128, D. Teresa doa Ega e Soure aos Templários, doação confirmada por D. Afonso Henriques que antevê a importância desta Ordem para a promoção da segurança da região e na prossecução das conquistas para sul. Uma inquirição de testemunhas de 1184-1185 relata que Ega teria sido povoada pelos Templários em meados do século XII, construindo-se a respetiva igreja na década de 40. A velha estrutura islâmica foi ocupada pelos freires templários e o lugar receberia, por esta Ordem, carta de foral em 1231.

Extinta esta Ordem em 1310, a ação determinada de D. Dinis logra conseguir que os seus vastos bens permaneçam no reino. Ega é entregue à Ordem de Cristo, mantendo a sua função de cabeça da comenda e de residência do comendador.

Em 1508, sendo comendador D. Fernando de Sousa, assiste-se no Paço à visitação dos freires da Ordem de Cristo e ao Tombo da Comenda, em cujos documentos encontramos uma fonte preciosa para a caracterização do edifício. Tratava-se de um grande quadrado instalado no topo da colina e encerrado em si mesmo, estruturado em três alas laterais que se fechavam através de um muro onde se rasgava o portão principal, integrando um pátio central no seu interior.

Constamos que o atual edifício mantem de a feição e estruturas quinhentistas.


Caraterização

O Paço estrutura-se enquanto um grande quadrilátero encerrado sobre si, com pátio interior e fachadas altas e extensas, rasgadas de forma assimétrica nas três alas por janelas quinhentistas (algumas reconstruídas em períodos recentes), com destaque para a da fachada norte, de vão duplo separado por mainel torso. No essencial, o Paço atualizado no final da primeira década de Quinhentos, é ainda o mesmo que subsiste hoje e que as obras de vulto recentemente levadas a cabo recuperaram de forma exemplar.


Classificação

Imóvel de Interesse Público (data do documento de confirmação?)


Acesso

Ega | 3150 – 256 Condeixa-a-Nova

Coordenadas: 40º5’41.38”N /8º32’13.37”W

Informações Úteis

O Paço foi recentemente recuperado para turismo de habitação, sob orientação do Arquitecto Miguel Brito Correia.


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